by
Crowd
06
de
May
de
2020

O segredo das empresas para sobreviverem ao COVID-19

Antes de se descabelar e achar que os negócios vão ruir, saiba que, com uma dose de criatividade e planejamento, é possível minimizar os impactos da crise causada pela COVID-19. Para ajudar, a CROWD vai contar como algumas empresas remontaram suas estratégias de marketing e vendas para não precisarem recorrer a medidas mais drásticas - como demissões e fechamento de lojas. 

A COVID-19 e os negócios

Ao observar grandes e consolidadas empresas passando por dificuldades – como a GAP e a Macy’s que, para conseguirem sobreviver à pandemia, fizeram demissões em massa e licenças não-remuneradas para quase 129.000 empregados – tudo parece estar perdido para os pequenos e médios empresários. Mas, se o negócio conseguir se reinventar, isso não é verdade.

Mesmo que a empresa não seja considerada de um ramo essencial – como de alimentação – há, sim, como sobreviver à COVID-19. É o caso da Nike. Mesmo diante da retração da economia global, os números da Nike em 24 de março – bem no meio da pandemia – mantiveram-se positivos graças a algumas mudanças estratégicas. 

Essas transformações foram tão bem proveitosas que o CEO da Nike, John Donahoe, declarou que, depois de ter passado por toda a crise da COVID-19 na China e ter mantido o bom resultado, a companhia agora tem um manual anticrise que será utilizado no mundo todo. Então que tal aprender um pouco com ele?

Ajuste o manual ao seu negócio: o que a Nike tem a ensinar

Apesar de não poder se aplicar 100% a todas as empresas – afinal, há que se considerar contextos locais, por exemplo – o manual de John Donahoe merece a atenção de qualquer marca que esteja tentando descobrir como sobreviver aos meses de queda nas vendas. 

A principal lição desse manual é o reforço crucial às estratégias de marketing digital e e-commerce. Marcas tradicionais, até então, eram reticentes em se atirar de vez no comércio online e investir nas plataformas digitais. Mas agora o jogo mudou. No caso da Nike, quando o vírus se alastrou na China, a empresa voltou totalmente seus esforços nas estratégias digitais e no seu e-commerce. Se você quiser ver como fazer um planejamento de marketing digital, a gente explica aqui.

Outro ponto importante para os bons resultados da Nike foi a personalização do aplicativo de compras. O app pode ser modificado a fim de oferecer experiências únicas para cada usuário, ao criar um relacionamento mais direto com os consumidores por meio de recomendações personalizadas de produtos. Ou seja, a Nike se adequa a cada cliente, tornando o User Experience ainda melhor e, assim, aumentando as chances da conversão. 

Gigantes ou não: como estar preparado para uma crise?

É mais difícil para uma marca de varejo fazer, sozinha, uma grande e rápida mudança em direção a um conjunto mais profundo de ofertas e alternativas digitais. Porém, além do investimento constante no marketing e plataformas digitais, o primeiro ponto que difere uma marca de varejo que consegue passar por essas crises sem se abalar ou não é ter uma situação financeira estável.

O segundo ponto importante para a saúde de uma empresa em meio a crise é a sua estrutura. A Nike, por exemplo, é verticalmente integrada. Ou seja: a empresa possui controle sob sua cadeia de suprimentos (Supply Chain) e sobre suas parcerias de distribuição. Assim, ela é capaz de vender diretamente ao cliente ou através de fornecedores. Dessa forma, a empresa não fica refém de uma estrutura que visa apenas o contato direto com o cliente ou apenas por meio de fornecedores.

Essas são estruturas que não surgem da noite para o dia: elas são construídas ao longo do tempo. Para as empresas que ainda negavam a importância do digital e da estrutura, por exemplo, agora é a hora de repensar a estratégia – e rapidamente.

Outros exemplos de como lidar com a crise

A Nike adaptou-se em passo acelerado para que a COVID-19 não atingisse em cheio suas vendas. E assim também fizeram algumas outras empresas para conseguirem “respirar” em meio à crise. Vamos listar em seguida algumas que pensaram fora da caixinha durante a pandemia para manterem uma boa saúde financeira:

  1. EVO Entertainment 

A empresa de eventos EVO Entertainment teve todos os seus negócios cancelados por causa da pandemia. Dessa forma, foi preciso mudar a estratégia: afinal, não haverá evento pelo menos até o fim desse semestre. A EVO fez de seu estacionamento a céu aberto um cinema drive-in (aqueles que você pode assistir o filme de dentro do carro) apenas com blockbusters. É um sucesso total.

  1. Shake Shack

Uma das lanchonetes mais famosas do Estados Unidos também se adaptou. A Shake Shack lançou o “DIY Burger Kits”, um kit para montar em casa o famoso Shackburger. O pacote vem com os ingredientes e o modo de preparo detalhado.

  1. New Balance

Uma das empresas que se reinventou, apesar de já consolidadas, é a New Balance. A companhia anunciou que, ao invés de produzir sapatos, agora as suas fábricas produzem um item essencial para o combate à pandemia: máscaras. Com essa mudança, a New Balance tornou-se uma empresa com um objetivo muito maior.


Repense suas estratégias

Não há nenhuma receita pronta para momentos de crise. O ideal é constantemente fortalecer as estruturas do negócio e seu marketing para se ter a segurança necessária para virar a mesa em momentos cruciais, como a Nike e tantas outras empresas ao redor do mundo fizeram. 

Além disso, buscar conhecimento, pensar de forma inovadora e estruturar melhor a companhia: a COVID-19 também está servindo como acelerador para as empresas fazerem mudanças estratégicas a longo prazo. De cadeias de suprimentos até outros produtos oferecidos - mudanças que, muitas vezes, já estavam sendo consideradas, mas não aplicadas. Talvez esse seja o momento de dar aquele passo que faltava.

Quer ajuda para passar por esse momento de crise? Clique aqui e fale com um de nossos consultores online agora mesmo e continue de olho no Blog da CROWD.


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