by
Crowd
06
de
May
de
2020

8 lições para sua empresa sobreviver ao COVID-19

O cenário parece desolador para o empresariado. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta retração de 5,3% da economia brasileira em 2020. Isso significa que negócios não estão sendo firmados, clientes estão sumindo e planos adiados. Contudo, ao invés de entregar os pontos, para minimizar esse impacto, podemos aprender com algumas empresas chinesas que, mesmo sob um cenário de crise, conseguiram manter bons resultados em seus negócios. Para isso, a CROWD separou 8 lições que elas deixaram para sua empresa também sobreviver à COVID-19.

Entendendo o cenário

Quando a China deixou de ser o epicentro da pandemia do COVID-19, países da Europa e os Estados Unidos passaram a ser os mais afetados. Tudo acabou parando e até mesmo o presidente Donald Trump, antes contrário à quarentena, pediu para que todos ficassem em casa. Foi uma resposta dura, porém a única possível. Com a paralisação dos serviços ditos não-essenciais, as empresas tiveram que se readaptar. Mas como fazer um negócio não sucumbir diante de um mundo paralisado? 

Lições para passar pelo COVID-19

1. Reformule-se constantemente

Por definição, crises são dinâmicas e, por isso, requerem uma reformulação constante das estratégias. No começo é comum não saber o que fazer. Mas logo depois há a descoberta e a construção de sentido de “onde estamos?” e “que cenário é esse?”. Após esse momento, é hora do planejamento e respostas – rápidas – à crise. Essa etapa deve ser realizada em conjunto com uma estratégia de recuperação. Lembre-se que é um tempo de reflexão e aprendizado, onde velhos modos de se fazer negócio, provavelmente, ficarão para trás.

Toda a adaptação deve contar com o esforço de toda a companhia para evitar a criação de processos complexos de coordenação interna da crise. Isso pode atrasar todo o processo e ser fatal.

Na China, algumas das empresas que se recuperaram mais rapidamente olharam proativamente e anteciparam essas mudanças. Nos estágios iniciais do surto, a Master Kong, uma das principais produtoras de macarrão instantâneo e bebidas do país, revisava a sua dinâmica e reorientava os esforços diariamente. Ela desviou o foco dos grandes canais de varejo offline para O2O (online-offline), ecommerce e pequenas lojas. Ao acompanhar continuamente os planos de reabertura dos pontos de venda, também foi possível adaptar sua cadeia de suprimentos de uma maneira altamente flexível. Como resultado, seu supply chain se recuperou em mais de 50% algumas semanas após o surto. 

 

2. Mantenha seus funcionários atualizados e amparados

Respostas rápidas e coordenadas dependem – e muito – da liderança. Mas a adaptação às mudanças, que leva a dinâmicas distintas dependendo da região, também requer a tomada de iniciativa descentralizada. Novamente: toda a empresa deve estar engajada. Algumas empresas chinesas mostraram o quanto é importante deixar espaço para todos os funcionários estarem a par dos esforços contra a crise.

Por exemplo, a rede hoteleira Huazhu, que opera 6.000 hotéis em 400 cidades em toda a China, criou uma força-tarefa. Equipes que se reuniam diariamente para revisar procedimentos e emitir orientações de cima para baixo para toda a cadeia. Não obstante, a Huazhu aproveitou sua plataforma de informações interna, um aplicativo chamado Huatong, para garantir que funcionários e franqueados tivessem sempre à mão todas as informações necessárias. Isso fez com que os colaboradores conseguissem se adaptar rapidamente às necessidades da companhia. 

Outras empresas chinesas criaram orientações e suporte para estimular a proatividade dos funcionários. A Supor, maior fabricante de utensílios de cozinha da China, instituiu diretrizes e procedimentos muito específicos para seus funcionários saberem o que fazer em caso de emergência e contingência. Além disso, a companhia realizou exames em todos os colaboradores e seus familiares ainda nas primeiras semanas do surto. Todo esse amparo fez toda a diferença para a retomada rápida aos trabalhos pós-covid.

 

3. Ajude todo o setor com a força de trabalho

Em empresas que dependiam de contato social, como restaurantes, os funcionários não conseguiam realizar suas atividades de forma convencional. Ao invés de concessões ou demissões, algumas empresas chinesas criativas realocam seus colaboradores para atividades novas e valiosas, como planejamento de recuperação, ou mesmo os “emprestaram” a outras empresas.

Em resposta a um grave declínio na receita, mais de 40 restaurantes, hotéis e redes de cinema otimizaram sua equipe para liberar uma grande parte de sua força de trabalho. Eles então compartilharam esses funcionários com a Hema, uma rede de supermercados de “novo varejo” de propriedade da Alibaba, que precisava urgentemente de mão-de-obra para serviços de entrega devido ao aumento repentino de compras on-line.

 

4. Mude os seus canais de venda

Os negócios que dependiam de venda person-to-person tiveram que parar completamente. Por isso, algumas empresas chinesas adaptaram rapidamente esse canal em outras alternativas de vendas. E deu certo.

A empresa de cosméticos Lin Qingxuan teve que fechar 40% de suas lojas durante a crise, incluindo todas as suas unidades em Wuhan – cidade onde o vírus “surgiu”. Para mitigar a crise, a empresa transferiu seus mais de 100 consultores de beleza dessas lojas para se tornarem influenciadores on-line. Utilizando ferramentas digitais, como o WeChat (maior, e única, rede social utilizada na China), os consultores engajaram os clientes virtualmente e impulsionaram as vendas no ambiente digital. Como resultado, suas vendas em Wuhan alcançaram um crescimento de 200% em comparação com as do ano anterior.

 

5. Use – e abuse – das redes sociais

Com o trabalho remoto e um novo conjunto de desafios complexos de coordenação, muitas empresas chinesas adotaram as redes sociais como ferramenta para coordenar funcionários e parceiros. Além de ampliar o marketing digital nas páginas oficiais, crie outros canais de comunicação.

A Cosmo Lady, a maior empresa de roupas íntimas e lingerie da China, iniciou um programa que visa aumentar suas vendas através do WeChat. Ela recrutou seus funcionários para promoverem a marca em seus círculos sociais. A empresa criou um ranking de vendas entre todos os funcionários (incluindo o presidente e o CEO), ajudando a motivar o restante da equipe a participar da iniciativa. Contudo, lembre-se que as redes sociais dos funcionários são pessoais – eles devem concordar com esse plano.

 

6. Prepare-se para uma recuperação mais rápida que o esperado

O cenário atual pode ser de turbulência, mas a retomada da economia, a depender dos esforços, pode vir na mesma velocidade. Na China, bastaram seis semanas após o surto incial para se começar os primeiros estágios de recuperação econômica. 

Por isso, o ideal é incentivar os funcionários a usar seu tempo “livre” para se atualizarem, aprimorarem suas habilidades e se preparar para projetos futuros dentro da empresa. Assim, a recuperação será ainda mais rápida. 

 

7. Busque oportunidades de crescimento

Embora a crise na China tenha impactado todos os setores em certa medida, houve um aumento de demanda em algumas áreas específicas. São elas: 

  • comércio eletrônico B2B;
  • serviços de reunião remota;
  • mídia social;
  • produtos de higiene;
  • seguro de saúde;
  • serviços de educação remota.

Um exemplo é a Kuaishou, plataforma de vídeo social avaliada em US$ 28 bilhões, que promoveu ofertas de educação on-line para compensar o fechamento de escolas e universidades. A empresa e outras plataformas de vídeo fizeram parceria com o Ministério da Educação para abrir uma sala de aula on-line nacional para atender os alunos que estavam em casa.

Se o negócio não é dito “essencial” no momento, que tal mudar o foco do seu serviço e produto para se adequar às novas necessidades? 

 

8. Identifique os novos hábitos de consumo

Algumas mudanças provavelmente persistirão além da crise e muitos setores ressurgirão para novas realidades. A vida vai mudar - e o mercado também. A pandemia do SARS, por exemplo, que ocorreu entre 2003 e 2004, levou à adoção massiva do comércio eletrônico na China. Apesar de ser muito cedo para se ter certezas sobre quais serão os novos hábitos, há cenários possíveis. Alguns deles referem-se a uma transição da educação offline para a online, uma transformação na prestação de serviços de saúde e um aumento nos canais digitais B2B.


Prepare sua resposta à crise hoje mesmo

Cada situação é local e específica. Entretanto, existem oportunidades para as empresas aprenderem com outros negócios que passaram pela mesma dificuldade há tempos – nem tão longínquos – atrás. A China, por sua vez, já está nos estágios iniciais de sua recuperação econômica, segundo dados que analisam o movimento de pessoas e bens. Embora essa melhora ainda esteja vulnerável a uma possível nova onda de infecções locais, muitas empresas chinesas já passaram da resposta à crise ao planejamento de recuperação. É hora das companhias brasileiras pensarem nisso.

Se você quer ajuda para superar a crise, agende agora mesmo uma conversa com um dos nossos consultores CROWD.


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